{"id":4053,"date":"2012-11-22T12:00:57","date_gmt":"2012-11-22T14:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/forumjustica.vlannetwork.com\/?p=4053"},"modified":"2022-09-04T21:16:25","modified_gmt":"2022-09-05T00:16:25","slug":"estudante-e-premiada-por-trabalho-que-cria-indice-de-desigualdade-de-genero-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumjustica.com.br\/en\/estudante-e-premiada-por-trabalho-que-cria-indice-de-desigualdade-de-genero-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Estudante \u00e9 premiada por trabalho que cria \u00edndice de desigualdade de g\u00eanero para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>09\/11\/2012 &#8211; 17h09<br \/>\nMariana Tokarnia<br \/>\nRep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; Mulheres e homens t\u00eam acesso praticamente igual \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no Brasil, mas quando se fala em pol\u00edtica e economia, os homens t\u00eam vantagem consider\u00e1vel. Eles est\u00e3o em cerca de 54,4 milh\u00f5es de posi\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho, enquanto elas ocupam 43 milh\u00f5es. O peso tamb\u00e9m est\u00e1 no or\u00e7amento do final do m\u00eas: na m\u00e9dia, os homens ganham R$ 4,9 por hora a mais que as mulheres em cargos semelhantes. Na pol\u00edtica, s\u00e3o 2.013 homens e 292 mulheres no poder.<\/p>\n<p>Os dados est\u00e3o no trabalho A Mensura\u00e7\u00e3o da Desigualdade de G\u00eanero: um \u00cdndice para os Estados Brasileiros, da estudante de economia Lu\u00edsa Cardoso, premiado pelo Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF). Lu\u00edsa prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o do \u00cdndice Nacional de Desigualdade de G\u00eanero (INDG) capaz de medir, por estado, o acesso das mulheres \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, economia e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A estudante se baseia no \u00cdndice Global de Desigualdade de G\u00eanero (do ingl\u00eas Global Gender Gap Index &#8211; GGGI) medido pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em 135 pa\u00edses, no qual, em 2012, o Brasil aparece em 62\u00ba lugar. \u201cO Brasil n\u00e3o tem um \u00edndice pr\u00f3prio. O GGGI considera vari\u00e1veis que n\u00e3o fazem parte da nossa realidade. O INDG seria uma forma de monitoramento das desigualdades brasileiras e pode ser atualizado constantemente\u201d, justifica a autora.<\/p>\n<p>Com base em dados de 2009, 2010 e 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), do Congresso Nacional e outros bancos de dados oficiais, ela aplicou a escala internacional de 0 a 1, na qual quanto mais pr\u00f3ximo a 1, maior o n\u00edvel de igualdade para cada estado brasileiro. No total, o Brasil obteve 0,71 ponto. Se utilizado o INDG, o pa\u00eds estaria na 45\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial.<\/p>\n<p>Na escala, Santa Catarina, com 0,676, aparece como o estado mais desigual, enquanto Rio Grande do Norte (0,779), como o estado com maior igualdade de acesso, seguido por Roraima (0,776) e Maranh\u00e3o (0,768). O resultado mostra que a desigualdade n\u00e3o est\u00e1 ligada a uma menor renda, j\u00e1 que o Rio Grande do Norte tem quase metade (R$ 456,94) da renda per capita de Santa Catarina (R$ 864,51) de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domic\u00edlios (Pnad) 2009.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem uma desigualdade regional imensa. Mensurar isso com dados nacionais \u00e9 mais interessante e confi\u00e1vel. Embora a discrimina\u00e7\u00e3o por g\u00eanero, uma das principais causas da desigualdade, n\u00e3o possa ser medida apenas por dados quantitativos, ela continua existindo na sociedade como um todo\u201d,  afirma a integrante do colegiado de gest\u00e3o do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), a soci\u00f3loga Nina Madsen.<\/p>\n<p>A soci\u00f3loga explica que a discrimina\u00e7\u00e3o come\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o e se estende ao mercado de trabalho, prejudicando os sal\u00e1rios e as promo\u00e7\u00f5es de mulheres a altos cargos. Segundo Nina, um dos fatores da diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 que as mulheres ainda s\u00e3o respons\u00e1veis ao mesmo tempo pela produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o, o que faz com que acumulem fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 economia teve pontua\u00e7\u00e3o 0,730, quase igual ao \u00edndice nacional. J\u00e1 a pol\u00edtica foi a \u00e1rea com os menores \u00edndices: o Brasil obteve 0,102. O estado de Santa Catarina aparece mais uma vez em \u00faltima posi\u00e7\u00e3o (0,035), seguido por Paran\u00e1 (0,044) e Cear\u00e1 (0,055). Os primeiros lugares tamb\u00e9m se repetem: s\u00e3o Rio Grande do Norte (0,404), Maranh\u00e3o (0,321) e Roraima (0,273).<\/p>\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), o Brasil aparece como pen\u00faltimo pa\u00eds do ranking da Am\u00e9rica Latina em representatividade pol\u00edtica: somente 9% dos candidatos eleitos s\u00e3o mulheres. \u201c\u00c9 preciso uma reforma de \u00e2mbito partid\u00e1rio para inclus\u00e3o de mulheres. Tem que haver um trabalho de base, de trabalho junto \u00e0 sociedade, para que as mulheres tenham mais destaque em propagandas pol\u00edticas\u201d, afirma a oficial de Monitoramento e Avalia\u00e7\u00e3o do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil,  Juliana Wenceslau.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria nacional de Articula\u00e7\u00e3o Institucional e A\u00e7\u00f5es Tem\u00e1ticas da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres (SPM), Vera Soares, afirma que o governo tem se esfor\u00e7ado para diminuir as desigualdades. \u201cOs pa\u00edses mais produtivos s\u00e3o os que t\u00eam menor desigualdade de g\u00eanero. \u00c9 onde se aproveita melhor a capacidade produtiva e onde se utiliza o capital humano de maneira mais completa. Ganha o mercado, ganha o governo e ganham as pessoas.\u201d Ela informou que a secretaria discute a elabora\u00e7\u00e3o de indicadores complexos, como o INDG.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Davi Oliveira<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/\">http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/noticia\/2012-11-09\/estudante-e-premiada-por-trabalho-que-cria-indice-de-desigualdade-de-genero-para-brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>09\/11\/2012 &#8211; 17h09 Mariana Tokarnia Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia &#8211; Mulheres e homens t\u00eam acesso praticamente igual \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no Brasil, mas quando se fala em pol\u00edtica e economia, os homens t\u00eam vantagem consider\u00e1vel. Eles est\u00e3o em cerca de 54,4 milh\u00f5es de posi\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho, enquanto elas ocupam 43 milh\u00f5es. 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