{"id":6515,"date":"2013-07-09T17:00:37","date_gmt":"2013-07-09T19:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/forumjustica.vlannetwork.com\/?p=6515"},"modified":"2022-09-04T21:16:15","modified_gmt":"2022-09-05T00:16:15","slug":"debate-no-rio-destaca-a-crise-de-representatividade-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumjustica.com.br\/en\/debate-no-rio-destaca-a-crise-de-representatividade-no-pais\/","title":{"rendered":"DEBATE NO RIO DESTACA A CRISE DE REPRESENTATIVIDADE NO PA\u00cdS"},"content":{"rendered":"<p>Por Eduardo S\u00e1, 06.07.2013<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/forumjustica.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/freixo-350x262-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forumjustica.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/freixo-350x262-1.jpg\" alt=\"\" title=\"freixo-350x262\" width=\"350\" height=\"262\" class=\"alignleft size-full wp-image-6516\" \/><\/a><br \/>\nReflex\u00f5es sobre o levante de democr\u00e1tico de junho, esse foi o tema analisado por parlamentares, acad\u00eamicos e lideran\u00e7as de movimentos na tarde de ontem (05), na Associa\u00e7\u00e3o dos Defensores P\u00fablicos do Estado do Rio de Janeiro (Adperj). De um modo geral todos ressaltaram o saldo positivo das mobiliza\u00e7\u00f5es, no sentido de colocar a pol\u00edtica em pauta, e que ainda \u00e9 muito cedo diagnosticar o que est\u00e1 por vir. Estiveram presentes os deputados Marcelo Freixo (Psol) e Alessandro Molon (PT), al\u00e9m do estudante Kenzo Soares, do F\u00f3rum de Lutas Contra o Aumento da Passagem, dentre outros.<\/p>\n<p>De acordo com Giuseppe Cocco, professor titular da UFRJ, \u00e9 muito oportuno refletir sobre o que estamos vivenciando e esse processo ainda est\u00e1 em fase de continuidade ou desdobramentos. Ningu\u00e9m previa o que aconteceu, segundo ele, e podemos analisar os acontecimentos seguindo algumas tend\u00eancias ou abordando a conjuntura que determinou os protestos. Ele defendeu que a origem foi na prefeitura de S\u00e3o Paulo, com Fernando Haddad (PT) em impasses com o movimento passe livre.<\/p>\n<p>\u201cEsse movimento se coloca para a pol\u00edtica e a representa\u00e7\u00e3o de uma maneira muito radical, e parece que o governo ainda n\u00e3o entendeu. A solu\u00e7\u00e3o tecnocrata e marqueteira da pol\u00edtica n\u00e3o basta, esse movimento \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o dessa din\u00e2mica e ao mesmo tempo afirma que as planilhas passam pela mobiliza\u00e7\u00e3o social. A esquerda acabou n\u00e3o acreditando mais na mobiliza\u00e7\u00e3o social, mas esse \u00e9 o \u00fanico jeito de romper os impasses e transformar as planilhas. Produzir outros valores e equa\u00e7\u00f5es. O movimento \u00e9 destruidor de todas essas formas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Esse movimento, ainda na avalia\u00e7\u00e3o de Cocco, \u00e9 produto do governo Lula que promoveu uma din\u00e2mica de moderniza\u00e7\u00e3o transformando o trabalho com inclus\u00e3o numa rela\u00e7\u00e3o salarial mas sem homogeneiza\u00e7\u00e3o social. \u201cO pa\u00eds se moderniza com a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho. Uma composi\u00e7\u00e3o que os jovens n\u00e3o est\u00e3o enquadrados. Servi\u00e7os como transportes e sa\u00fade que n\u00e3o correspondem, com uma qualidade de vida ruim. Gerando uma multid\u00e3o do trabalho metropolitana, com capacidade de se mobilizar como nunca foi feito no Brasil. H\u00e1 uma crise de representa\u00e7\u00e3o, o poder constitu\u00eddo tem que reencontrar o seu poder nas ruas\u201d, disse.<\/p>\n<p>As pessoas finalmente voltaram a conversar sobre o seu pa\u00eds e sua sociedade, avalia positivamente Adriano Pilatti, coordenador geral do Instituto de Direito da PUC-Rio, que destacou a insatisfa\u00e7\u00e3o popular com o fato de o pal\u00e1cio n\u00e3o falar a mesma l\u00edngua da rua. Ele lembrou que o Brasil saiu de uma ditadura com um processo de organiza\u00e7\u00e3o mobilizado, produziu uma constitui\u00e7\u00e3o s\u00f3lida para nossa tradi\u00e7\u00e3o e paradoxalmente esse processo come\u00e7ou a ruir, gra\u00e7as a uma rea\u00e7\u00e3o conservadora com um modelo de economia sobre a vida.<\/p>\n<p>\u201cVem \u00e0 luz esse fen\u00f4meno que se expressa com a entrada de uma nova gera\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica. Ela cancela os mestres, se prop\u00f5e a entender o mundo atrav\u00e9s de outras pautas. Mas v\u00ea no horizonte uma vontade de prosperidade, uma sociedade mais justa. Outra gera\u00e7\u00e3o dessas metr\u00f3poles sofre cotidianamente tudo aquilo que um desenho na linha de desenvolvimento esconde atr\u00e1s do tapume, humilhando gente, formas de socializa\u00e7\u00e3o mediadas sempre pela viol\u00eancia, etc\u2026 Ambas se encontram contraditoriamente, com a necessidade de criar novas formas sem pedir licen\u00e7a. Uma sociedade que cansou de ser mercado\u201d, observou.<\/p>\n<p>Para o professor os jovens questionam os bens comuns da cidade, como o flux, a escola, o espa\u00e7o de sa\u00fade, a privatiza\u00e7\u00e3o crescente dos espa\u00e7os expulsando as pessoas, e exigem um lugar para o encontro e a socializa\u00e7\u00e3o. \u201cHoje \u00e9 tudo mediado por dinheiro, e h\u00e1 uma recusa desse modo de viver. Aponta para realidades muito profundas, um sistema de domina\u00e7\u00e3o que impede essa gente de se encontrar nas ruas e viver para si. O poder da m\u00eddia, da pol\u00edcia, representantes formais, a den\u00fancia da viol\u00eancia, etc. Um mal estar h\u00e1 muito tempo contigo emerge, um processo que coloca em discuss\u00e3o o modelo de sociedade. Esses meninos nas ruas est\u00e3o a nos ensinar muita coisa que esquecemos\u201d, alertou.<\/p>\n<p>O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) defendeu que n\u00e3o existia uma preocupa\u00e7\u00e3o porque antes disso nada acontecia, ent\u00e3o n\u00e3o temos que temer agora um movimento questionador. \u00c9 poss\u00edvel, em sua opini\u00e3o, que na pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o o parlamento piore, fruto de muitos votos nulos e dos currais eleitorais, mas achar que o protesto n\u00e3o devia ter acontecido \u00e9 um erro.<\/p>\n<p>\u201cTodo o nosso sistema cognitivo est\u00e1 em crise, os nossos velhos manuais n\u00e3o nos servem mais. Tem elementos novos muito importantes, devemos buscar os sinais e j\u00e1 ir pensando juntos. \u00c9 um absurdo caracterizar esse levante como de direita ou fascista, n\u00e3o cabe porque a pauta que est\u00e1 na rua n\u00e3o \u00e9 conservadora. E tem disputa nessa hist\u00f3ria, precisamos falar sobre ela, faz\u00ea-la e enfrent\u00e1-la. \u00c9 um movimento espont\u00e2neo, est\u00e1 longe do fim e ningu\u00e9m sabe o que vai acontecer\u201d, analisou.<\/p>\n<p>Essa juventude n\u00e3o conheceu o antigo PT antes do poder, ent\u00e3o s\u00f3 v\u00ea o governo federal com o agroneg\u00f3cio, movimentos cooptados, a UNE no seu retumbante sil\u00eancio e fulgurante aus\u00eancia, complementou Freixo. \u201c\u00c9 algo novo a ver com governabilidade, com desenvolvimento, modelo de cidade, aus\u00eancia completa da participa\u00e7\u00e3o das pessoas. A quest\u00e3o da passagem foi s\u00f3 a liga.  Exigem mudan\u00e7as imediatas, a transforma\u00e7\u00e3o do presente para algo que faremos hoje. O fundamental \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o do Estado e sociedade. As sa\u00eddas eu n\u00e3o sei, estamos construindo nas ruas, temos que nos aproximar dessas pessoas. O modelo nefasto de p\u00fablico e privado que est\u00e1 em xeque, e essa multiplicidade de lutas e vozes vai ajudar. A gente precisa fazer essa capacidade direta da participa\u00e7\u00e3o das pessoas entrar nas institui\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/forumjustica.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/molon-350x262.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forumjustica.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/molon-350x262.jpg\" alt=\"\" title=\"molon-350x262\" width=\"350\" height=\"262\" class=\"alignleft size-full wp-image-6517\" \/><\/a><br \/>\nAp\u00f3s anos trabalhando contras as remo\u00e7\u00f5es de favelas no Rio, o defensor p\u00fablico estadual e hoje professor na PUC-RJ, Alexandre Mendes, acha que estamos numa situa\u00e7\u00e3o melhor ap\u00f3s o rompimento de um consenso silencioso. Durante muito tempo as pessoas foram impedidas de falar e hoje o projeto \u00fanico de governo imposto de cima para baixo implodiu, acrescentou. \u201cEra formado por alian\u00e7as que reduziam a vis\u00e3o ao uno, e o Rio era o laborat\u00f3rio desse modelo. A cidade explodiu negando isso, a multiplicidade recuperou a capacidade de construir um horizonte e \u00e9 preciso proliferar inst\u00e2ncias que expressem essa diversidade. A direita foi esvaziada, n\u00e3o tem capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o. Temos riscos novos, mas oportunidades tamb\u00e9m. O movimento deve come\u00e7ar agora com a centralidade no direito a cidade\u201d, destacou.<\/p>\n<p>\u201cCom as redes sociais centenas de cidades se levantaram auto organizadas pelas ruas. A conquista dos 20 centavos foi uma vit\u00f3ria imensur\u00e1vel, o movimento abriu uma fenda nas caixas pretas do p\u00fablico e do privado que estava bloqueada. Essa classe m\u00e9dia quer muito mais, n\u00e3o vai adiantar mudan\u00e7as graduais\u201d, disse Mendes.<\/p>\n<p>A representa\u00e7\u00e3o da juventude, com Kenzo Soares, do F\u00f3rum de Movimentos de Luta pela Passagem, foi muito bem recebida. Ele atentou para o fato de quase todas as capitais, pal\u00e1cios e assembleias ficarem cercadas durante os protestos, al\u00e9m dos confrontos ou resist\u00eancias com a pol\u00edcia. Em sua opini\u00e3o \u00e9 o \u00faltimo ciclo de lutas depois da gera\u00e7\u00e3o com as Diretas J\u00e1, reivindicando uma perspectiva de direitos sociais. Agora o processo pol\u00edtico polarizou e para avan\u00e7ar vai ter que mexer na estrutura de poder, sentenciou.<\/p>\n<p>\u201cAntigamente havia faixas com mensagens, agora cada um se representa e faz o seu cartaz. \u00c9 uma grande transforma\u00e7\u00e3o, independente de direita e esquerda, pela falta espa\u00e7o de discuss\u00f5es coletivas. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o PT, a UNE e a CUT, por exemplo, n\u00e3o foram capazes de avan\u00e7ar nesses 10 anos. Houve melhorias como o consumo, mas n\u00e3o adianta comprar moto com cr\u00e9dito se a cidade vai parar e n\u00e3o terei como pagar a gasolina. Teve uma entrada da popula\u00e7\u00e3o nas universidades, mas vem uma grande crise por condi\u00e7\u00f5es de trabalho no ensino. Um processo de expans\u00e3o que se precarizou. As pessoas perceberam que s\u00f3 com as ruas podem conquistar seus direitos\u201d, sinalizou.<\/p>\n<p>O estudante observou que esses jovens nunca tinham visto uma assembleia com 3 500 pessoas, como a que ocorreu no IFCS. E Pela primeira vez ficou mais claro o car\u00e1ter de classe do estado, j\u00e1 que a pol\u00edcia que deu bala de borracha no centro deu tiro na Mar\u00e9. \u201cA desmilitariza\u00e7\u00e3o entra em pauta. O papel dos movimentos hoje \u00e9 melhorar as pautas das ruas. Se o estado brasileiro n\u00e3o avan\u00e7a nas pautas n\u00e3o \u00e9 por falta de dinheiro. O debate \u00e9 como n\u00f3s dessa gera\u00e7\u00e3o nos tornamos pol\u00edticos nas ruas, e n\u00e3o mais precisamos desses representantes. Um momento pedag\u00f3gico para aprender a fazer pol\u00edtica, e est\u00e1 em quest\u00e3o o projeto pol\u00edtico que a nossa gera\u00e7\u00e3o vai construir para os pr\u00f3ximos 20 anos\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Os movimentos contaram mais de 4 mil manifestantes no ato pol\u00edtico que ocorreu no Complexo da Mar\u00e9, mas a pol\u00edcia estimou em 5 mil: pela primeira vez a pol\u00edcia contabiliza mais que os movimentos, o que configura um fato novo, disse Edson Diniz, representante do Redes da Mar\u00e9. E h\u00e1 uma perplexidade nova tamb\u00e9m por parte dos estudiosos e economistas, segundo ele, porque ningu\u00e9m sabe para onde v\u00e3o esses movimentos.<\/p>\n<p>\u201cMomento muito positivo para o Brasil, o cen\u00e1rio coloca agendas com v\u00e1rios movimentos, de passeatas, debates, levantes, etc. N\u00e3o tem defini\u00e7\u00f5es ainda, a hist\u00f3ria que vai dizer o que \u00e9 esse movimento. Tem que participar porque ele est\u00e1 em disputa, pessoas defendendo a redu\u00e7\u00e3o da maioridade ao mesmo tempo em que a desmilitariza\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia entra em pauta, \u00e9 muito pedag\u00f3gico. Um aprendizado para essa gera\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica\u201d, falou.<\/p>\n<p>O Complexo da Mar\u00e9 \u00e9 um conjunto de favelas com 16 comunidades pobres, cerca de 140 mil pessoas, maior que muitas cidades do Brasil. No entanto, eles viveram mais um epis\u00f3dio triste na hist\u00f3ria da cidade e das favelas, com a morte de 10 pessoas, inclusive um agente do Bope. Diniz explicou que houve um protesto e os usu\u00e1rios de crack da regi\u00e3o come\u00e7aram a roubar, e ao se refugiarem na favela a pol\u00edcia entrou e se deparou com traficantes armados.<\/p>\n<p>\u201cOcupamos as ruas com 500 pessoas com medo de massacre, porque os policiais diziam que a cada um deles morto morreria 20. Sofremos preconceitos, as pessoas na rede social criticam defender bandidos. E a imprensa dizia que tr\u00eas n\u00e3o tinham antecedentes criminais e outros eram bandidos. Mas n\u00e3o deve morrer ningu\u00e9m, a pol\u00edcia existe para garantir a vida. Ocorreram 40 mortes no ano anterior, a hist\u00f3ria se repetia. Esse momento \u00e9 fundamental para parar, n\u00e3o existe pena de morte no Brasil. \u00c9 a perversidade da l\u00f3gica da guerra, porque a pol\u00edcia entra numa favela e toda sua popula\u00e7\u00e3o vira inimiga. O ato foi uma afirma\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 vida\u201d, criticou.<\/p>\n<p>O deputado federal Alessandro Molon (PT) reconheceu os problemas em seu partido, mas disse se sentir orgulhoso em ser parte dele.  Na sua vis\u00e3o, h\u00e1 uma disputa da leitura do que est\u00e1 acontecendo. \u201cIsso ajuda a quem quer recuperar o PT, e atrapalhar a quem acha que ele deve continuar a ser o que ele \u00e9. A presen\u00e7a do PT nos governos estaduais municipais \u00e9 um erro grav\u00edssimo, tenho lutado contra isso. Fui \u00e0 executiva nacional ontem (05) e acho que essas cr\u00edticas s\u00e3o boas, antes que n\u00e3o d\u00ea mais tempo para mudar\u201d, fez a auto cr\u00edtica.<\/p>\n<p>As pessoas est\u00e3o lutando para deixar de ser s\u00f3 consumidoras e voltar \u00e0 cidadania, afirmou. As cr\u00edticas est\u00e3o baseadas em tr\u00eas pautas, afirma o deputado: mais direitos sociais, mais democracia e mais rep\u00fablica. Ele falou da sua atua\u00e7\u00e3o contra o Metr\u00f4 e outros transportes p\u00fablicos no Rio, que comp\u00f5em um modelo de cidade que n\u00e3o caminha para os transportes de massa e alimenta as empresas do setor e empreiteiras.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas n\u00e3o se sentem parte desse sistema pol\u00edtico. Se mudasse alguma coisa no sistema pol\u00edtico, minha proposta seria no financiamento de campanha. Poderia ser o projeto da OAB, pois h\u00e1 risco grave de retrocesso com os votos distritais. Haver\u00e1 menos gente defendendo \u00edndio e as minorias no Congresso. Precisamos proibir as empresas de doar para candidatos, e estabelecer um percentual do patrim\u00f4nio da pessoa. Se mudar o peso do sistema econ\u00f4mico nas elei\u00e7\u00f5es a gente vai ter outro Congresso. Os ruralistas t\u00eam 30% da C\u00e2mara, 150 deputados, isso n\u00e3o \u00e9 representa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e sim do capital\u201d, finalizou.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.fazendomedia.com\/debate-no-rio-destaca-a-crise-de-representatividade-no-pais\/\"><br \/>\nhttp:\/\/www.fazendomedia.com\/debate-no-rio-destaca-a-crise-de-representatividade-no-pais\/<\/a><br \/>\n<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eduardo S\u00e1, 06.07.2013 Reflex\u00f5es sobre o levante de democr\u00e1tico de junho, esse foi o tema analisado por parlamentares, acad\u00eamicos e lideran\u00e7as de movimentos na tarde de ontem (05), na Associa\u00e7\u00e3o dos Defensores P\u00fablicos do Estado do Rio de Janeiro (Adperj). 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