{"id":7383,"date":"2013-11-05T09:00:29","date_gmt":"2013-11-05T11:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/forumjustica.vlannetwork.com\/?p=7383"},"modified":"2022-09-04T21:15:53","modified_gmt":"2022-09-05T00:15:53","slug":"entrevista-politica-institucional-timida-e-condicoes-precarias-de-atendimento-dificultam-atendimento-a-mulheres-vitimas-de-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumjustica.com.br\/en\/entrevista-politica-institucional-timida-e-condicoes-precarias-de-atendimento-dificultam-atendimento-a-mulheres-vitimas-de-violencia\/","title":{"rendered":"Entrevista: Pol\u00edtica institucional \u2018t\u00edmida\u2019 e condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de atendimento dificultam atendimento a mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>04\/11\/2013<\/p>\n<h1><a style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\" href=\"http:\/\/participacao.mj.gov.br\/pensandoodireito\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/IMG_1090.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Professora Crisitane Brand\u00e3o, da UFRJ, apresenta relat\u00f3rio parcial da pesquisa &quot;Viol\u00eancias Contra a Mulher e as Pr\u00e1ticas Institucionais&quot; a integrantes da Secretaria de Assuntos Legislativos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a (SAL\/MJ).\" src=\"http:\/\/participacao.mj.gov.br\/pensandoodireito\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/IMG_1090-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><\/h1>\n<h1><a style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\" href=\"http:\/\/participacao.mj.gov.br\/pensandoodireito\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/IMG_1090.jpg\"><\/a><span style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\">A <\/span><a style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2006\/lei\/l11340.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Lei Maria da Penha<\/strong><\/a><span style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\"> \u00e9 um importante marco legislativo na prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, mas depende ainda de avan\u00e7os na pol\u00edtica institucional e mudan\u00e7a estrutural e de mentalidade no Poder Judici\u00e1rio para a efetiva\u00e7\u00e3o plena de suas normas no Pa\u00eds. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da professora Cristiane Brand\u00e3o, da <\/span><a style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\" href=\"http:\/\/www.ufrj.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)<\/strong><\/a><span style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\">, que coordena a pesquisa \u201c<\/span><strong style=\"font-size: 13px;\">Viol\u00eancias Contra a Mulher e as Pr\u00e1ticas Institucionais<\/strong><span style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\">\u201c, promovida pelo <\/span><a style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\" href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea)<\/strong><\/a><span style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\"> no \u00e2mbito do programa <\/span><strong style=\"font-size: 13px;\">Pensando o Direito<\/strong><span style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\">, da Secretaria de Assuntos Legislativos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a (SAL\/MJ).<\/span><\/h1>\n<div>\n<p>Segundo a pesquisadora, existem problemas tanto nos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tjrj.jus.br\/web\/guest\/institucional\/comissoes\/cojem\/comissao_enderecos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Juizados da Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar (JVDFMs)<\/strong><\/a> como tamb\u00e9m na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dpu.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Defensoria P\u00fablica<\/strong><\/a> para fazer o correto atendimento das mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, com maior dedica\u00e7\u00e3o, engajamento e conhecimento da din\u00e2mica dessa viol\u00eancia e da forma de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n<p>\u201cParece\u00a0t\u00edmida\u00a0ainda\u00a0uma\u00a0pol\u00edtica\u00a0institucional\u00a0disseminada e preocupada com uma mudan\u00e7a de estrutura e de mentalidade do Poder Judici\u00e1rio. Sem desconsiderar a louv\u00e1vel atua\u00e7\u00e3o de defensores engajados, merece registro a precariedade das condi\u00e7\u00f5es de atendimento, a aus\u00eancia de um primeiro atendimento realizado pelo profissional capacitado, a dificuldade da v\u00edtima em ter uma escuta individualizada e pr\u00e9via \u00e0 audi\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>A professora Brand\u00e3o esteve na Secretaria de Assuntos Legislativos, em Bras\u00edlia, para apresentar o relat\u00f3rio parcial da pesquisa que coordena. Aproveitamos a oportunidade para entrevist\u00e1-la. Confira:<\/p>\n<p><strong>Qual o retrato hoje do acesso da mulher v\u00edtima de viol\u00eancia \u00e0 Justi\u00e7a? Qual o impacto da Lei Maria da Penha nesse processo?<\/strong><\/p>\n<p>A Lei Maria da Penha \u00e9 considerada por muitos como um marco legislativo na prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, seja pela ampla defini\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia \u2013 a qual engloba a viol\u00eancia f\u00edsica, moral, sexual, patrimonial e psicol\u00f3gica \u2013 seja pela previs\u00e3o das medidas protetivas\u00a0de\u00a0urg\u00eancia\u00a0ou,\u00a0ainda,\u00a0pela\u00a0cria\u00e7\u00e3o\u00a0dos\u00a0Juizados\u00a0especializados.\u00a0No entanto, para a efetiva\u00e7\u00e3o plena das normas deste texto legal ainda temos um longo caminho a percorrer, pois o retrato hoje demonstra problemas antigos, atinentes, de\u00a0uma\u00a0forma mais gen\u00e9rica, a hist\u00f3ricos entraves ao acesso \u00e0 Justi\u00e7a no Brasil, tais como a escassez de recursos\u00a0humanos para o processamento das\u00a0demandas judiciais, falta de estrutura f\u00edsica\u00a0que comporte os profissionais e as partes,\u00a0 linguagem jur\u00eddica inacess\u00edvel a grande parte da popula\u00e7\u00e3o, altos custos que o processo envolve etc.<\/p>\n<p>Mais\u00a0especificamente\u00a0quanto\u00a0aos\u00a0Juizados\u00a0da\u00a0Viol\u00eancia\u00a0Dom\u00e9stica\u00a0e\u00a0Familiar\u00a0contra\u00a0a\u00a0Mulher\u00a0(JVDFM), tamb\u00e9m permanecem recorrentes problemas, dentre outros, relacionados \u00e0\u00a0falta destes Juizados na grande mem\u00f3ria dos munic\u00edpios brasileiros; \u00e0 rotina\/estrutura\u00a0de\u00a0atendimento a\u00a0mais de cinco mil processos\/m\u00eas (como \u00e9 o caso da capital do Rio de Janeiro), dificultando uma escuta sens\u00edvel com atendimento profissional humanizado;\u00a0\u00e0\u00a0inviabilidade\u00a0de aplica\u00e7\u00e3o\/fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento das medidas protetivas.\u00a0Outrossim,\u00a0associam-se fatores ligados a uma cultura social autorizadora da viol\u00eancia e, sobretudo, da viol\u00eancia contra a mulher, que impede, at\u00e9 mesmo muitas vezes, a percep\u00e7\u00e3o dessa agress\u00e3o como crime\u00a0e, consequentemente, da\u00a0autopercep\u00e7\u00e3o como\u00a0 v\u00edtima. N\u00e3o menos importante,\u00a0inclui-se\u00a0uma cultura jur\u00eddica vinculada a alores tradicionais, que, n\u00e3o raro, visualiza no empoderamento da mulher uma amea\u00e7a ao padr\u00e3o conservador de \u2018fam\u00edlia\u2019, bem como resiste a olhar a viol\u00eancia contra a mulher como viola\u00e7\u00e3o a direitos humanos, demonstrando, assim, baixa preocupa\u00e7\u00e3o em inserior de fato o Judici\u00e1rio numa rede de prote\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/participacao.mj.gov.br\/pensandoodireito\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/IMG_1097.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"A pesquisa da professora Brand\u00e3o identificou alguns dos gargalos que impedem o cumprimento satisfat\u00f3rio da Lei Maria da Penha para o atendimento e prote\u00e7\u00e3o das mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia. \" src=\"http:\/\/participacao.mj.gov.br\/pensandoodireito\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/IMG_1097-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>A\u00a0 pesquisa\u00a0 revela\u00a0 que\u00a0 mais\u00a0 de\u00a0 90%\u00a0 das\u00a0 mulheres\u00a0 que\u00a0 procuraram\u00a0 a\u00a0 Justi\u00e7a\u00a0 foram\u00a0assistidas\u00a0 pela\u00a0 Defensoria\u00a0 P\u00fablica\u00a0 &#8211;\u00a0 uma\u00a0 minoria\u00a0 fez\u00a0 uso\u00a0 de\u00a0 advogados\u00a0 particulares.\u00a0 As\u00a0defensorias\u00a0 est\u00e3o\u00a0 equipadas\u00a0 adequadamente\u00a0 para\u00a0 atender\u00a0 a\u00a0 essa\u00a0 demanda? <\/strong><\/p>\n<p>Os fatores\u00a0que dificultam um equipamento adequado da Defensoria como um todo se refletem\u00a0igualmente nos JVDFMs. Aqui, todavia,\u00a0 se mostra maior exig\u00eancia por, pelo menos, dois\u00a0motivos: primeiro, o atendimento deve ser especializado e multidisciplinar, atentando para a complexidade da viol\u00eancia, al\u00e9m de ser integrado \u00e0 rede de prote\u00e7\u00e3o \u2013 o que demanda maior dedica\u00e7\u00e3o, engajamento e conhecimento aprofundado de toda a din\u00e2nmica desta viol\u00eancia e da forma de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima; o segundo\u00a0motivo reside justamente nessa defesa da\u00a0mulher, inova\u00e7\u00e3o trazida pela Lei Maria da Penha, que passou a garantir a assist\u00eancia judici\u00e1ria pela Defensoria\u00a0\u00e0s v\u00edtimas de\u00a0crimes, n\u00e3o s\u00f3 a seus\u00a0 autores. Desse\u00a0 modo, h\u00e1 a necessidade de dois defensores em cada Juizado \u2013 um para o agressor, outro para a v\u00edtima \u2013 com toda uma prepara\u00e7\u00e3o suprajur\u00eddica, articula\u00e7\u00e3o com \u00f3rg\u00e3os da Rede, aten\u00e7\u00e3o \u00e0s especificidades da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, sensibilidade para o encaminhamento das decis\u00f5es e humanidade nos atendimentos.<\/p>\n<p><strong>Quais\u00a0os\u00a0principais\u00a0problemas\u00a0enfrentados\u00a0hoje\u00a0pelas\u00a0Defensorias\u00a0P\u00fablicas\u00a0no\u00a0cumprimento do\u00a0 seu\u00a0 papel\u00a0 institucional\u00a0 de\u00a0 oferecer\u00a0 assist\u00eancias\u00a0 \u00e0s\u00a0 mulheres\u00a0 v\u00edtimas\u00a0 de\u00a0 viol\u00eancia? <\/strong><\/p>\n<p>Realmente,\u00a0cabe\u00a0\u00e0\u00a0Defensoria\u00a0\u201dabra\u00e7ar\u00a0a\u00a0causa\u201d.\u00a0Parece\u00a0t\u00edmida\u00a0ainda\u00a0uma\u00a0pol\u00edtica\u00a0institucional\u00a0disseminada e preocupada com uma mudan\u00e7a de estrutura e de mentalidade do Poder Judici\u00e1rio. Sem desconsiderar a louv\u00e1vel atua\u00e7\u00e3o de defensores engajados, merece registro a precariedade das condi\u00e7\u00f5es de atendimento, a aus\u00eancia de um primeiro atendimento realizado pelo profissional capacitado, a dificuldade da v\u00edtima em ter uma escuta individualizada e pr\u00e9via \u00e0 audi\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Qual\u00a0a\u00a0avalia\u00e7\u00e3o\u00a0do\u00a0trabalho\u00a0dos\u00a0defensores\u00a0p\u00fablicos\u00a0pelas\u00a0mulheres\u00a0v\u00edtimas\u00a0de\u00a0viol\u00eancia\u00a0que\u00a0 procuram\u00a0 a\u00a0 Justi\u00e7a? <\/strong><\/p>\n<p>Nossa pesquisa vem coletando dados de seis Estados brasileiros\u00a0(Par\u00e1, Alagoas, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul),\u00a0representando as cinco regi\u00f5es de nosso Pa\u00eds. A partir dos question\u00e1rios aplicados \u00e0s usu\u00e1rias dos JVDFMs, foi poss\u00edvel verificar que 5% consideraram a atua\u00e7\u00e3o do Defensor P\u00fablico muito boa e 27% atribu\u00edram a conota\u00e7\u00e3o \u201cboa\u201d, logo temos em torno de 32% que\u00a0avaliaram positivamente. No entanto, 33% entenderam que a atua\u00e7\u00e3o foi regular, ruim ou p\u00e9ssima. Ademais, 35% n\u00e3o souberam avaliar por se tratar de primeiro atendimento.\u00a0Conjugando estes dados com outro extra\u00eddo da pergunta \u201c\u00fanico\u00a0 defensor atuando no\u00a0processo?\u201d, em que mais da metade afirmou que \u201cn\u00e3o\u201d ou que \u201cn\u00e3o sabia responder\u201d,\u00a0conclu\u00edmos que, quer seja pela falta de informa\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria ou de identifica\u00e7\u00e3o de seu verdadeiro defensor, quer seja pelo atendimento prec\u00e1rio, a Defensoria P\u00fablica n\u00e3o vem\u00a0criando o elo almejado pelo movimento feminista, quando se vislumbrou, nos artigos 27 e\u00a028 da Lei Maria da Penha, a garantia de \u201cacesso aos servi\u00e7os de Defensoria P\u00fablica ou\u00a0de Assist\u00eancia Judici\u00e1ria Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento espec\u00edfico e humanizado\u201d.<\/p>\n<p><strong>Como\u00a0a\u00a0pesquisa\u00a0\u201dViol\u00eancias\u00a0Contra\u00a0a\u00a0Mulher\u00a0e\u00a0as\u00a0Pr\u00e1ticas\u00a0Institucionais\u201d\u00a0pode\u00a0 contribuir\u00a0para\u00a0 facilitar\u00a0 o\u00a0 acesso\u00a0 \u00e0\u00a0 Justi\u00e7a\u00a0 e\u00a0 melhorar\u00a0 o\u00a0 trabalho\u00a0 das\u00a0 defensorias? <\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa pode contribuir a partir da contribui\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios operadores do Direito e das v\u00edtimas. Com a\u00a0identifica\u00e7\u00e3o dos obst\u00e1culos, podemos, em conjunto, propor solu\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de medidas legislativas e administrativas que venham repercutir a favor de todos. Com a colabora\u00e7\u00e3o\u00a0dos entrevistados e com a observa\u00e7\u00e3o participativa dos analistas de nossa equipe, ser\u00e1 poss\u00edvel extrair os dados necess\u00e1rios para, ap\u00f3s tratamento cauteloso, oferecer ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a parecer t\u00e9cnico com elementos para projetos de lei, de resolu\u00e7\u00f5es e outros diplomas que imprimam qualidade legislativa e transforma\u00e7\u00f5es compassadas com a realidade investigada na esteira das expectativas sociais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/participacao.mj.gov.br\/pensandoodireito\/entrevista-politica-institucional-timida-e-condicoes-precarias-de-atendimento-dificultam-atendimento-a-mulheres-vitimas-de-violencia\/\">http:\/\/participacao.mj.gov.br\/pensandoodireito\/entrevista-politica-institucional-timida-e-condicoes-precarias-de-atendimento-dificultam-atendimento-a-mulheres-vitimas-de-violencia\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>04\/11\/2013 A Lei Maria da Penha \u00e9 um importante marco legislativo na prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, mas depende ainda de avan\u00e7os na pol\u00edtica institucional e mudan\u00e7a estrutural e de mentalidade no Poder Judici\u00e1rio para a efetiva\u00e7\u00e3o plena de suas normas no Pa\u00eds. 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